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Reportagem da IstoÉ revela novo escândalo envolvendo Beto Richa

Reportagem da IstoÉ revela novo escândalo envolvendo Beto Richa

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Gravações conseguidas pela revista flagram Deonilson Roldo, braço-direito de Beto Richa, negociando repasse de obra para a Odebrecht em troca de R$ 2,5 milhões para o caixa 2 em 2014


Sem foro privilegiado por ter renunciado ao cargo de governador do Paraná para tentar se eleger senador nas eleições de outubro de 2018, Beto Richa (PSDB), vai ter que explicar ao juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal, o seu envolvimento numa transação em torno da PR-323, revelada pela edição da revista IstoÉ que chega às bancas neste final de semana.

Clique aqui para ler a reportagem da IstoÉ.

Neste novo escândalo, Richa e seu braço-direito, Deonilson Roldo, aparecem em uma negociação com a empreiteira Odebrecht que teria rendido R$ 2,5 milhões para sua campanha pela reeleição ao governo do Estado em 2014.

Segundo informa a revista, Roldo convenceu a empreiteira Contem a desistir da licitação para a duplicação da rodovia situada no Noroeste do Paraná, porque a obra e concessão por 30 anos da PR-323 estariam prometidas para a Odebrecht.

Para viabilizar a transação, a Contem fecharia um negócio no valor de 500 milhões com a Copel para tocar seis usinas termoelétricas localizadas no complexo Aratu, na Bahia. Com isto, a empresa deixaria a Odebrecht com a duplicação da rodovia paranaense.

Segundo a IstoÉ, a obra da PR-323 nunca saiu do papel, mas Beto Richa recebeu os R$ 2,5 milhões para o caixa 2 de sua campanha.

Resta saber agora se Sérgio Moro vai investigar a fundo mais esse escândalo envolvendo o ex-governador do Paraná antes que ele possa ser eleito senador e consiga novamente o foro privilegiado.

Cabide de empregos

Além dos escândalos que marcaram a gestão de Beto Richa (Operação Públicano, Operação Quadro Negro, Lava Jato, Sogra Fantasma, Porto de Paranaguá, etc.), a nomeação de apadrinhados políticos tomou conta dos altos escalões do governo do Paraná e das empresas públicas.

O braço-direito, Deonilson Roldo, agora é Diretor de Gestão Empresarial da Copel. Deputados não eleitos e candidatos derrotados nas eleições de 2014 ganharam cargos nas direções da Cohapar, DER, Sanepar e em outras empresas estatais.

Na Sanepar então, o número de comissionados é assustador. São 54 cargos ocupados por pessoas que não prestaram concurso público, nem todos cumprem jornada diária na empresa e a maioria não tem nem mesmo capacidade técnica para a função na qual foram colocados. Seus salários são altíssimos e pesam de forma significativa na folha de pagamento, inviabilizando qualquer avanço aos cerca de 7 mil trabalhadores e trabalhadoras concursados.

No Conselho de Administração, Diretoria Estatutária e Conselho Fiscal a farra é total. Dos 35 membros, 22 são remunerados e, juntos, receberam em 2017 mais de R$ 12 milhões entre salários e benefícios.

No final essa conta é repassada aos consumidores paranaenses, com uma pesada tarifa de água e esgoto, e nos trabalhadores e trabalhadoras concursados da Sanepar, que há anos amargam arrocho nos salários, enquanto ocupantes do alto escalão enchem os bolsos sem se preocupar com o que significa isso.

Na hora de votar, em outubro, lembre-se do nome do ex-governador, do ex-presidente da Sanepar e de todos os candidatos que fazem parte desse grupo que usa e abusa do dinheiro público.  

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