SINDAEL - SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ÁGUA, ESGOTO E SANEAMENTO AMBIENTAL DE LODRINA E REGIÃO


Falta de seriedade da Sanepar leva Sindicatos majoritários a sair da Comissão do PCCR

Falta de seriedade da Sanepar leva Sindicatos majoritários a sair da Comissão do PCCR

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O ofício das entidades comunicando a saída da Comissão foi protocolado na segunda-feira (5/11), junto à direção da Sanepar

 

Aquilo que o SINDAEL previu em relação aos trabalhos da Comissão Paritária, criada para revisar o PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração), se concretizou em pouco mais de dois meses.

Por falta de condições da Comissão de concluir os estudos para chegar a uma proposta capaz de corrigir as injustiças e distorções existentes no modelo atual, os Sindicatos majoritários decidiram retirar seus representantes desse processo.

Os trabalhos foram iniciados no início de setembro, quando a empresa apresentou uma “Carta de Princípios” na qual deixava clara a falta de intenção de avançar nas discussões com o objetivo de que o PCCR passasse a cumprir o papel para o qual foi criado, de valorizar e estimular a ascensão profissional dos trabalhadores e trabalhadora.

Desde então, foram realizadas seis reuniões entre os representantes da Sanepar e dos Sindicatos e duas outras de subcomissões. Também foram levantadas mais de 400 sugestões dos saneparianos e saneparianas em relação aos anseios destes com um PCCR adequado.

Omissão

Mas todo esse trabalho ficou emperrado pela falta de dados necessários para elaborar, de fato, uma proposta justa e transparente e que contemplasse tanto os interessas da empresa, quanto aos anseios dos trabalhadores. No dia 25 de setembro as informações a respeito do atual PCCR foram solicitadas, por meio do ofício 01/2018, encaminhado ao Diretor Administrativo da Sanepar, Sérgio Ricardo Veroneze.

Tratando com descaso a importância deste trabalho, a direção da Sanepar se omitiu e não respondeu a este ofício, impedindo a continuidade da elaboração de uma proposta para revisar o PCCR.

Diante dessa situação, os representantes dos Sindicatos majoritários chegaram à conclusão de que não há condições para concluir os estudos sem ter em mãos as Diretrizes Orçamentárias do Plano, que foram solicitadas e não repassadas pela empresa. Sem isso, tornou-se impossível dar continuidade aos trabalhos da Comissão, uma vez que o processo de revisão do PCCR vinha sendo baseado em suposições e não em dados oficiais da Sanepar.

Além disso, houve discordância proposta de fragmentação do Step de 2% para 1% e de outros encaminhamentos que certamente trariam prejuízos aos trabalhadores e trabalhadoras. Essa proposta de corte no Step partiu da Sanepar, mas foi apoiada por membros de alguns sindicatos minoritários que integram a Comissão Eles dizem que são representantes dos saneparianos, mas na verdade estavam atuando em defesa dos interesses da empresa, prejudicando a maioria dos colegas que ganha salários mais baixos.

Um dos pontos questionados pelos Sindicatos, por exemplo, é a inclusão no PCCR de uma cláusula referente ao PAI (Programa de Aposentadoria Incentivada), atendendo orientações da CCEE (Conselho de Controle das Empresas Estatais). Com essa cláusula a diretoria da Sanepar quer dar quitação total do Contrato de Trabalho para aqueles que aderirem ao Programa.

Outra armadilha é a inclusão de cláusula no Regulamento do referido PCCR de que a empresa poderá demitir  o trabalhador após a obtenção da terceira avaliação negativa.

A luta continua!

Cientes de que todas as dificuldades criadas e da falta de interesse da Sanepar em construir um modelo de PCCR que leve em conta as sugestões dos trabalhadores e que possa contribuir para uma renovação sólida, transparente, com critérios claros de avaliação, mais justa e benéfica não somente à empresa, os Sindicatos entenderam que não têm condições de participar desse debate.

De acordo com os sindicalistas, o diálogo continua aberto, desde que haja pela Sanepar disposição de negociar com seriedade e responsabilidade um tema de tamanha importância como este.   

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