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Governo eleito vai criar Secretaria de Privatizações

Governo eleito vai criar Secretaria de Privatizações

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Privatizações serão priorizadas no governo Bolsonaro para pagar as dívidas que o País tem nas mãos dos banqueiros

Paulo Guedes, futuro ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro (PSL), anunciou na terça-feira (21/11) a criação da Secretaria de Privatizações para acelerar a venda de ativos do País.

Trocando em miúdos, isso significa que a equipe do presidente eleito vai priorizar a privatização das empresas públicas sob a justificativa de reduzir o volume da dívida que o Brasil tem com seus credores (bancos e fundos de investimentos nacionais e internacionais).

Segundo disse o banqueiro Guedes, esse processo deve render cerca de R$ 1 trilhão para o governo.

Essa secretaria será uma nova versão da SPPI (Secretaria Especial de Programa de Parceria de Investimentos), criada por Michel Temer (MDB), com a qual abriu caminho para o repasse de serviços nas empresas de saneamento e do setor de energia, bem como a privatização das estatais, como fez com subsidiárias da Petrobras.

A própria Sanepar já está aderindo esse processo de desmonte. No dia 3 de outubro, a empresa divulgou um “Comunicado ao Mercado”, convidando as empresas privadas a apresentar propostas para assumir a coleta e tratamento de esgoto em 110 municípios do Paraná nos quais não foram feitos esses investimentos.

Este também era o objetivo da MP (Medida Provisória) 844/2018, mais conhecida como MP da Sede e da Conta Alta. Com ela, Temer queria escancarar a privatização do saneamento básico, obrigando as Prefeituras de todo o País a abrir licitações para os serviços de água e esgoto, ameaçando com isto as empresas estaduais que detêm grande parte deste mercado.

Felizmente, a mobilização das entidades e dos trabalhadores do setor de saneamento conseguiu impedir a aprovação desse MP, que foi arquivada na Câmara dos Deputados.

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