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Governo quer tungar trabalhadores, aposentados e pensionistas

Governo quer tungar trabalhadores, aposentados e pensionistas

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A Política de Valorização do Salário Mínimo foi conquistada com as Marchas da Classe Trabalhadora

O ex-ministro do Trabalho e da Previdência Social, Luiz Marinho, criticou a decisão de Jair Bolsonaro (PSL) de acabar com a Política de Valorização do Salário Mínimo, que garante reajustes acima da inflação.

Segundo Marinho, o compromisso do presidente é com os mais ricos, em especial com o mercado. “É notório que ele está presidente a serviço dos banqueiros, empresários e grandes corporações estrangeiras. É fato que ele é um funcionário do chamado mercado e que, como tal, fica à vontade para cometer mais essa crueldade contra os trabalhadores e trabalhadoras mais pobres, aposentados e pensionistas deste País”, diz ele em trecho de artigo publicado nesta segunda-feira (1º/04), na Rede Brasil Atual.

Para o ex-ministro, a decisão mostra que Bolsonaro desconhece as melhorias nas condições de vida que esta Política proporcionou para milhões de brasileiros que saíram da linha da pobreza durante os governos de Lula e Dilma Rousseff, além da melhora do poder de compra de aposentados e pensionistas e, consequentemente, o aquecimento da economia nos pequenos e médios municípios.

Leia a íntegra do artigo

Governo quer tungar trabalhadores, aposentados e pensionistas

Por Luiz Marinho

Quando fui convidado para assumir o Ministério do Trabalho, solicitei ao presidente Lula liberdade e respaldo para fazer todos os movimentos necessários para garantir a correção do salário mínimo acima da inflação. Pauta que eu havia construído em conjunto com os trabalhadores e trabalhadoras e com as direções de todas as Centrais Sindicais quando fui presidente da Central Única dos Trabalhadores.

E foi com esse apoio determinado do presidente Lula que conseguimos implantar a Política que garantiu o reajuste do salário mínimo acima da inflação durante os 13 anos em que governamos o País. Não tenho dúvidas em afirmar – e os números dos economistas corroboram esta tese – que essa política foi fundamental para que mais de 30 milhões de brasileiros e brasileiras saíssem da linha da pobreza e milhões de empregos fossem gerados em todo o País durante o período dos governos Lula e Dilma.

O salário mínimo movimenta a economia nos pequenos e médios municípios do País e tem uma influência direta nos ganhos de aposentados e pensionistas. A grande parte da renda que faz a roda da economia girar no Brasil mais profundo vem da massa salarial e de pensões e aposentadorias. Quantas cidades vivem esta realidade Brasil afora?

Desconhecendo essa realidade – ou talvez seguindo a sua cartilha de destruição do Brasil anunciada sem a menor cerimônia por Bolsonaro em encontro com empresários nos Estados Unidos – integrantes da equipe econômica anunciam que até o final do ano devem enviar ao Congresso Nacional uma nova fórmula de cálculo do reajuste do mínimo, excluindo a previsão de aumento real acima da inflação. Aumento que é hoje garantido por uma Lei aprovada em 2007, durante nosso governo, que assegura a correção permanente do mínimo levando em conta o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos anteriores mais a inflação do último ano medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

 Mas nada de surpresa com essa atitude do governo Bolsonaro. É patente que seus compromissos são com os mais ricos. É notório que ele está presidente a serviço dos banqueiros, empresários e grandes corporações estrangeiras. É fato que ele é um funcionário do chamado mercado e que como tal fica à vontade para cometer mais essa crueldade contra os trabalhadores e trabalhadoras mais pobres, aposentados e pensionistas deste País. Não bastasse o desemprego, que campeia e já atinge 13 milhões de brasileiros e brasileiras, a reforma da Previdência que quer acabar com a possibilidade de os mais humildes terem sua aposentadoria, e o fim de vários programas sociais, agora ele também quer enfiar a mão no bolso de quem vive de salário mínimo.

 Essa é mais uma luta para qual teremos de ocupar as ruas para vencer. Só com a união de todas as Centrais Sindicais, dos movimentos sociais e de toda a sociedade evitaremos mais essa tungada naqueles que mais precisam de políticas públicas.

 Luiz Marinho foi presidente da CUT, ministro do Trabalho e da Previdência (governo Lula) e prefeito de São Bernardo do Campo.

Fonte: CUT Nacional

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