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Governo Bolsonaro anuncia PDV para 21 mil trabalhadores federais

Governo Bolsonaro anuncia PDV para 21 mil trabalhadores federais

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Tarifas mais caras e precarização dos serviços públicos serão as consequências diretas dos PDVs de Bonsonaro

Agindo na contramão do desenvolvimento do País, o governo Jair Bolsonaro (PSL) anunciou o lançamento de PDVs (Programas de Demissão Voluntária) para diversas empresas estatais, que deverão desligar cerca de 21 mil trabalhadores e trabalhadoras. O objetivo é “economizar” R$ 2,3 bilhões.

Estão listadas nessa onda de cortes de pessoal a Infraero, Petrobras, Eletrobras, Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil, Banco da Amazônia, entre outras importantes estatais do País.

Mais do que “economia”, a intenção do governo é precarizar serviços, elevar preços de produtos, como os combustíveis, tarifas bancárias e da energia elétrica, jogando a opinião pública a favor da privatização das empresas públicas.

Esses cortes acarretarão aumento dos acidentes de trabalho e riscos de panes nos sistemas pela substituição dos trabalhadores concursados por terceirizados. Sem falar que muitos dos que saírem das estatais também poderão buscar novas colocações no mercado de trabalho para complementar a renda, aumentando assim a concorrência na busca por emprego.

Para as entidades sindicais, além do sucateamento das empresas públicas, essa estratégia do governo Bolsonaro é entregar empresas estratégicas a grandes grupos capitalistas, colocando em risco a soberania nacional, bem como o atendimento de necessidades básicas da população.

Clique aqui para ler mais sobre os PDVs nas estatais.

Sanepar segue a mesma receita

A Sanepar também está inserida nesse processo de desmonte das empresas públicas, já que o governador Ratinho Jr. (PSD) está alinhado ao governo Jair Bolsonaro e está fazendo “ajustes” nas estatais paranaenses.

Não é à toa que a Sanepar já está preparando o lançamento de novas edições do PDV e do PAI (Programa de Aposentadoria Incentivada), com os quais pretende cortar cerca de 1.000 trabalhadores e trabalhadoras que já estão aposentados ou em condições de se aposentar.

Eles estão de olho nos salários ligeiramente mais altos daqueles que estão há mais tempo na empresa, sem se importar com o que significa descartar pessoal experiente e responsável pelos serviços de qualidade prestados aos consumidores. O objetivo é um só: cortar gastos operacionais para aumentar ainda mais os lucros e, é claro, os dividendos para agradar aos acionistas.

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