SINDAEL - SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ÁGUA, ESGOTO E SANEAMENTO AMBIENTAL DE LODRINA E REGIÃO


Sanepar empurra trabalhadores para a greve sem definição do ACT

Sanepar empurra trabalhadores para a greve sem definição do ACT

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Como foi dito logo após a posse da “nova” diretoria da Sanepar, discurso não enche barriga! Então, já se passaram mais de cinco meses da entrega da pauta de reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras referentes ao ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) 2019/2020 e até agora a empresa não deu nenhuma proposta concreta sobre o desfecho das negociações.

A justificativa é de que os termos discutidos nas três rodadas de negociações estão sob análise do CCEE (Comitê de Controle das Empresas Estatais) e nada pode ser feito para agilizar esse processo.

Atendendo aos apelos dos trabalhadores e trabalhadoras, que não vêm a hora de receber o reajuste nos salários e demais verbas, pois tudo nesse País tem subido muito, até mesmo a tarifa de água e esgoto, os Sindicatos majoritários protocolaram ofício no último dia 21 exigindo respostas até o dia 31 de maio, caso contrário, os serviços serão paralisados no dia 6 de junho para pressionar avanços.

Faltando apenas um dia para o final desse prazo, nenhuma resposta concreta foi apresentada pela diretoria da Sanepar, que apesar de ter sido nomeada pelo governo Ratinho Jr. (PSD), parece não ter qualquer influência junto ao Palácio do Iguaçu para fazer a CCEE a se posicionar com urgência sobre o ACT.

Com seus altos salários, não se importam em esperar mais um pouco para receber o reajuste, porque não faz falta um trocado a mais. Em situação diferente, a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras da área operacional necessitam não só do reajuste, mas de aumento real para melhorar a sua qualidade de vida e de seus familiares.

De que adianta trabalhar na melhor empresa de saneamento do Brasil e ganhar um salário de miséria? Todos almejam valorização, não nos discursos e promessas, como aquelas feitas pelo governador Ratinho Jr. durante a campanha eleitoral, ou do próprio presidente da Sanepar, Claudio Stabile, que se comprometeu, perante os Sindicatos majoritários, em “cortar regalias” e dar atenção à questão dos baixos salários.

Os dois assumiram seus cargos, o tempo passou e nada daquilo do que disseram foi colocado em prática. Por outro lado, os Sindicatos cumpriram seu papel, realizaram Assembleias, encaminham as demandas dos trabalhadores e trabalhadoras e não podem ser culpados por essa falta de respostas em relação ao ACT.

Paralisação no dia 6/06

Sem posicionamento e com as negociações emperradas, o caminho é paralisar as atividades no dia 6 de junho e, caso a situação persista indefinida, a Greve por tempo indeterminado pode ser a solução para pressionar os canais responsáveis a mostrar serviço.

Cabe lembrar à administração da Sanepar que conflitos dessa ordem pegam mal à imagem da empresa perante os acionistas. Então, mãos à obra!

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