SINDAEL - SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ÁGUA, ESGOTO E SANEAMENTO AMBIENTAL DE LODRINA E REGIÃO


Fim dos tempos e dos direitos também!

Fim dos tempos e dos direitos também!

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Governo do Paraná ameaça cortar Abono dos trabalhadores da Copel na discussão do ACT

Retrocesso é uma palavra que está em moda nos dias atuais, muito utilizada quando se fala da política adotada pelo governo federal, do Paraná e de outros Estados brasileiros, eleitos por meio de uma corrente de ódio e de milhões de pessoas que ainda não encontraram a entrada da “casinha”.

A cada dia surgem novos ataques a direitos sociais ou trabalhistas, sob a justificativa dos governantes e parlamentares de que é preciso ajustar as contas e “cortar privilégios” para o Brasil voltar a crescer.

Com esse discurso foi aprovada a reforma trabalhista, a da Previdência está saindo do forno do Senado e diversas outras medidas estão sendo feitas para prejudicar ainda mais a vida daqueles que realmente trabalham para o País crescer.

No Paraná, os servidores públicos estaduais sofrem com mais um ano sem reajuste nos salários e ameaças de cortes nos direitos, como a Licença-Prêmio.

Nas empresas públicas ou de capital misto, como a Copel e a Sanepar, a política que está em curso é a mesma, focada na redução de direitos, ampliação da terceirização de serviços e aumento das tarifas cobradas dos pobres consumidores paranaenses.

Na Sanepar, por pouco, trabalhadores e trabalhadores não ficaram sem o Abono de Férias e o Abono de Final de Ano, que só foram mantidos depois de uma forte mobilização nas redes sociais e a convocação pelo SINDAEL e demais Sindicatos majoritários de greve para impedir a retirada destas importantes conquistas.

Intransigência nas negociações

A bola da vez agora é a Copel, na qual os trabalhadores e trabalhadoras têm data base em 1º de outubro.

Na rodada de negociação para a renovação do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) com a direção da empresa, realizada na quinta-feira (19/09), foi anunciada a intenção do corte do Abono Salarial e do Abono de Férias, além do congelamento do Auxílio-creche.

Essa proposta mostra que o governador do Paraná está seguindo a política de retrocessos implementada no País por Michel Temer (MDB) e sustentada por Jair Bolsonaro (PSL), com o objetivo de fragilizar as empresas públicas, atacar seus funcionários e preparar o terreno para a privatização das mesmas.

Para a população que não sabe das farras com as indicações de apadrinhados dos governos nas empresas estatais e não tem noção do papel dos trabalhadores e trabalhadoras para prestar serviços de qualidade, esses cortes podem parecer um indicativo de mudanças e de redução nas tarifas. Mas, na verdade, isso faz parte de um jogo para diminuir os custos operacionais, aumentar os lucros e os dividendos dos acionistas.

Sorte aos trabalhadores e trabalhadoras da Copel nas negociações do ACT e olhos abertos para os saneparianos e saneparianas, porque do jeito que a coisa ainda pelos lados do Palácio Iguaçu vai ser preciso muito mais do que protestos nas redes sociais para impedir novas tentativas de cortes nos direitos.

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