SINDAEL - SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ÁGUA, ESGOTO E SANEAMENTO AMBIENTAL DE LODRINA E REGIÃO


Fim da aposentadoria especial é maior crime da reforma da Previdência, diz senador

Fim da aposentadoria especial é maior crime da reforma da Previdência, diz senador

Publicado em 0 Comentário

Fim da aposentadoria por periculosidade afeta diretamente muitos trabalhadores da Sanepar

O senador Paulo Paim (PT-RS), que tem lutado para defender o interesse da Classe Trabalhadora na reforma da Previdência, afirmou na quinta-feira (19/09) que o maior crime do texto da PEC (Proposta de Emenda Constitucional), depois de ter sido aprovado em primeira votação na Câmara dos Deputados, é o fim da aposentadoria especial.

“Vigilantes, guardas de trânsito, guardas municipais, eletricitários, quem trabalha com produtos químicos, e explosivos… Retiram da Constituição a palavra ‘periculosidade’. Ou seja, proíbem quem trabalha em área de alto risco, com essa supressão, e deixam lá depois, afirmando que é proibido aposentadoria por periculosidade. Isso para mim é o maior crime que essa reforma comete”, disse Paim à Rádio Senado.

A manipulação de produtos químicos é uma constante na Sanepar e com a retirada da periculosidade trabalhadores e trabalhadoras que atuam nesta área perderão o direito à aposentadoria especial caso o texto seja aprovado no Senado do jeito que está.

Por outro lado, a reforma da Previdência estabelece regras mais brandas de aposentadoria para policiais federais, civis, agentes penitenciários e educativos. Além de policiais militares, e bombeiros.

Mas o texto retira do regime especial os guardas municipais, vigilantes e agentes de trânsito, que passam a ficar sujeitos às mesmas regras dos demais servidores, 62 anos para as mulheres e 65 para os homens, com 25 anos de contribuição.

O secretário da Federação Nacional dos Sindicatos de Guardas Municipais do Brasil, José Rogério, disse que a diferença na aposentadoria desses trabalhadores não é um privilégio, mas uma necessidade.

“Não faltam evidências de que nós, guardas municipais, somos submetidos a condições excepcionais na nossa árdua tarefa de garantir a segurança da população. Longe, mas longe mesmo de querermos privilégio, ou somente um direito. A aposentadoria especial para os guardas é inegavelmente uma questão de justiça. E infelizmente tanto o governo federal quanto a Câmara dos Deputados cometeram uma tremenda injustiça”, criticou Rogério.

Fonte: Rede Brasil Atual

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *