SINDAEL - SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ÁGUA, ESGOTO E SANEAMENTO AMBIENTAL DE LODRINA E REGIÃO


Dificuldade de acesso a água aumenta risco de coronavírus entre os mais pobres

Dificuldade de acesso a água aumenta risco de coronavírus entre os mais pobres

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No Brasil, 54% não têm acesso à coleta de lixo e 34 milhões não têm água encanada. Especialistas cobram saneamento básico do poder público

Estudo recém divulgado sobre 181 trechos de rios e de corpos d’água, apenas no perímetro da Mata Atlântica, expôs que a qualidade do recurso mineral de 95% deles está comprometida, oscilando entre regular e péssima, o que deve ampliar a exposição das populações pobres à pandemia de coronavírus no Brasil. “Isso mostra que ainda estamos em um estágio muito ruim no que diz respeito ao cuidado com a água das cidades, a que está próxima das populações”, destaca o educador ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica César Pegoraro, em entrevista à repórter Dayane Pontes do Seu Jornal, Programa da TVT.

Além da baixa qualidade das águas que chegam à população, existem regiões que mal têm acesso à água potável, segundo dados do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Pelo menos duas, em cada cinco pessoas no mundo, não têm água para lavar as mãos e, em tempos de pandemia, essa população fica ainda mais vulnerável

“A população improvisa o armazenamento de água e improvisa o próprio acesso à água. Isso cria uma condição muito precária nesses bairros populares”, afirma a integrante do Conselho de Orientação do ONDAS (Observatório Nacional dos Direitos Humanos à Água e ao Saneamento) Luciana Ferrara, apontando para o contexto brasileiro.

“O coronavírus, e a mídia está colocando isso, ele escancara o problema da desigualdade social estrutural no País e os mais afetados (pela doença) serão os mais pobres e a população de baixa renda”, adverte a especialista. “A gente não vê, entre as medidas que estão sendo divulgadas, ações voltadas especificamente para as favelas e as ocupações”, contesta. 

Hoje no país, 54% dos brasileiros não têm acesso à coleta de lixo e 34 milhões não têm água encanada, apesar de sucessivos compromissos firmados pelo Brasil. Para os especialistas, esse momento de pandemia confirma que é o poder público que deve garantir saneamento básico à população.

Por Rede Brasil Atual

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