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Desastre de Brumadinho: exemplo de descaso com meio ambiente e a vida

Desastre de Brumadinho: exemplo de descaso com meio ambiente e a vida

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Ambientalistas alertaram sobre riscos, mas a empresa e autoridades não tomaram providências para evitar o rompimento da barragem do Feijão

O rompimento da represa de rejeitos da empresa Vale, em Brumadinho (MG), ocorrido na sexta-feira (25/01), demonstra as consequências do descaso com a segurança da mineradora que só pensa em elevar seus lucros a qualquer custo.

Oficialmente, até a noite de sábado (26), foram encontrados os corpos de 34 pessoas em meio à lama, além de outras oito que conseguiram sobreviver, mas resta saber o destino de mais de 250 trabalhadores e trabalhadoras da Vale que ainda não foram encontrados. De acordo com o que divulgou a imprensa, muitos deles são terceirizados, indicando como se baseia o modelo de gestão adotado pela Vale após ser privatizada nos anos 1990.

Mais do que um desastre na Mina do Feijão, esse incidente trágico é o resultado da conduta irresponsável da empresa que obteve lucro líquido de R$ 5,753 bilhões entre janeiro e setembro de 2018, com alta de 1780% em relação ao valor contabilizado no mesmo período do ano anterior.

Vale lembrar que há cerca de três anos Minas Gerais foi assolada pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, deixando o saldo de19 pessoas mortas e a contaminação das margens do Rio Doce e seus afluentes até chegar ao litoral do Espírito Santo, o que deixou um rastro de prejuízos a dezenas de municípios.

A Vale, assim como diversas outras empresas que exploram minérios no Brasil, atua num sistema rudimentar, chamado de “alteamento”, no qual é utilizado o próprio rejeito (barro e pedras) para segurar milhões de metros cúbicos altamente tóxicos que não passam por qualquer tipo de tratamento para voltar à natureza. O risco de rompimento é constante, mas eles apostam na sorte para ampliar seus lucros sem pensar nas consequências dessa “proteção” precária.

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